Coaxial Cable Loss Chart: Guia RF para Compras
Engenharia

Coaxial Cable Loss Chart: Guia RF para Compras

·18 min de leitura·Hommer Zhao

Em 2020-2021, um OEM europeu de imagem térmica na Bélgica parou uma série beta por defeitos de alta impedância em uma montagem micro-coaxial. O conjunto era "AWG#40, CABLINE-VS 1:1, 100mm length", e "1296 defective units out of 2000" falharam antes de fabricarmos "1296 replacement units". A causa não foi apenas um cabo ruim; foi uma especificação que não conectava tipo de coaxial, comprimento, frequência, método de teste e critério de aceitação.

Uma tabela de perda de cabo coaxial ajuda engenharia e compras a enxergar esse risco antes da RFQ. Ela não substitui o datasheet do fabricante nem o teste com VNA, mas mostra quando um cabo fino, um comprimento maior ou uma frequência mais alta empurram a montagem para fora da margem. Use a tabela como triagem técnica, depois confirme a família de cabo, o conector e o processo de montagem com IPC-A-620, UL-758, IEC 61196 e um plano de teste RF.

TL;DR

  • Perda coaxial cresce com frequência, comprimento e descontinuidade de montagem.
  • RG174 resolve pigtail curto; RG214 ou low-loss resolve trecho mais longo.
  • 50 ohm e 75 ohm não devem ser trocados para reduzir custo.
  • Use a tabela como triagem; confirme sempre no datasheet do fabricante.
  • Continuidade 100% não mede insertion loss, return loss ou VSWR.
  • Para RFQ, envie frequência, comprimento, limite de perda e critério de teste.

Background: comprador técnico escolhendo cabo antes do lote

A perda em cabo coaxial é a redução de sinal ao longo de um cabo coaxial, normalmente expressa em dB por metro, dB por 100 metros ou dB por conjunto. Em uma montagem real, a perda vem do cabo, dos conectores, da preparação da malha, das dobras e de qualquer adaptador no caminho.

A perda de inserção é a perda total medida entre entrada e saída de um conjunto RF. Se a aplicação aceita no máximo 2 dB de perda e o cabo sozinho já consome 1,6 dB, sobra pouca margem para conector, crimpagem, dobra, envelhecimento e variação de lote.

A impedância característica é a impedância elétrica que uma linha coaxial apresenta a um sinal em propagação, normalmente 50 ohm para RF/antena/instrumentação e 75 ohm para vídeo ou distribuição. A base técnica do conceito está em characteristic impedance, enquanto a estrutura do cabo está resumida em coaxial cable.

Este guia foi escrito para engenheiros de produto, compradores técnicos e times de qualidade que já sabem que precisam de montagem de cabos coaxiais, mas ainda precisam decidir se RG174, RG316, RG58, RG214, RG6, RG11 ou micro-coax cabe no orçamento de perda. Se a dúvida principal ainda é a família do cabo, leia também tipos de cabo coaxial.

Role: critério de fábrica depois de 20 anos em montagem de cabos

Depois de mais de 20 anos fabricando chicotes e montagens de cabos, eu trato tabela de perda como ponto de partida, não como aprovação final. O cabo pode ter perda aceitável no catálogo e falhar no conjunto porque o ferrule deformou a malha, o raio de dobra fechou demais ou o conector escolhido não combina com o dielétrico real.

IPC/WHMA-A-620 define critérios de aceitabilidade para montagens de cabos e chicotes, incluindo preparação, terminação, crimpagem, soldagem quando aplicável, fixação e inspeção visual; o padrão é mantido pela IPC. UL-758 entra quando fios AWM, isolação, temperatura e marcação precisam aparecer na especificação; a norma é publicada pela UL.

Para cabo coaxial, a família IEC 61196 aparece em especificações de produto e compra; o padrão é publicado pela IEC. Em programas automotivos, IATF 16949:2016 acrescenta rastreabilidade, controle de mudança e reação a desvio; o esquema é gerido pela IATF.

"Uma tabela de perda só é útil quando vem com quatro números: frequência, comprimento, impedância e limite aceitável em dB. Sem isso, ela vira comparação de catálogo, não critério de compra." — Hommer Zhao, Founder & CEO, Fiongo

Objective: usar a tabela para escolher cabo, não para adivinhar

O objetivo de uma tabela de perda de cabo coaxial é reduzir opções antes de pedir amostra. Se você precisa de 100 mm dentro de um módulo compacto, um micro-coax pode ser aceitável mesmo com perda por metro maior. Se precisa de 5 m em antena, telecom ou teste de campo, um cabo fino pode consumir margem demais antes mesmo de chegar ao conector.

No caso da Bélgica, o comprimento de 100mm parecia pequeno o suficiente para esconder o risco. Mesmo assim, a falha apareceu como alta impedância porque a especificação e o método de teste não estavam alinhados. A lição prática é simples: para coaxial curto, o processo de terminação pode dominar; para coaxial longo, cabo e frequência dominam; nos dois casos, a continuidade DC só vê parte do problema.

Use a tabela em três etapas. Primeiro, escolha a impedância exigida pelo sistema: 50 ohm ou 75 ohm. Segundo, estime a perda pelo comprimento e frequência reais. Terceiro, confirme se o conector, a blindagem, o raio de dobra e o teste de lote conseguem preservar a margem. Para comparar impedância e arquitetura, veja projeto de cabo coaxial.

Key Result: coaxial cable loss chart por tipo e frequência

Os valores de 50 ohm abaixo vêm dos datasheets dos cabos flexíveis da Pasternack (atenuação típica, +25°C). Cabos com mesmo código RG podem variar por dielétrico, cobertura de blindagem, fabricante, temperatura e método de terminação, então confirme sempre no datasheet da peça antes do lote. As linhas de 75 ohm são faixas típicas de mercado para triagem, não um datasheet único.

A tabela usa dB/100 ft, a unidade nativa do datasheet. Para converter em dB/m, divida por 3,28 (100 ft = 30,48 m).

Tipo de caboImpedânciaDiâmetro externoPerda a 100 MHzPerda a 1 GHzPerda a ~2.4 GHz
RG17450 ohm0,110 in (2,79 mm)8,4 dB/100 ft32 dB/100 ftn/d (limite ~1 GHz)
RG31650 ohm0,102 in (2,59 mm)11 dB/100 ft38 dB/100 ft~52 dB/100 ft (interp. a 3 GHz=58)
RG5850 ohm0,195 in (4,95 mm)4,9 dB/100 ft20 dB/100 ft~31 dB/100 ft (interp. entre 1 e 5 GHz)
RG21450 ohm0,425 in (10,8 mm)2,07 dB/100 ft7,68 dB/100 ft~12 dB/100 ft (interp. entre 1 e 5 GHz)
RG17975 ohm~0,100 in (~2,55 mm)~12-18 dB/100 ft típ.~28-34 dB/100 ft típ.alta, evite trecho longo
RG675 ohm~0,270 in (~6,9 mm)~2-3 dB/100 ft típ.~6-7 dB/100 ft típ.~10-12 dB/100 ft típ.
RG1175 ohm~0,405 in (~10,3 mm)~1,3-2 dB/100 ft típ.~4-5 dB/100 ft típ.~7-9 dB/100 ft típ.

Observe que RG316 (mais fino, com dielétrico PTFE para temperatura maior) não tem perda menor que RG174: a 1 GHz, o RG316 fica em ~38 dB/100 ft contra ~32 dB/100 ft do RG174. O ganho do RG316 é térmico e de robustez de processo, não de atenuação. Para micro-coax AWG 40 (LVDS, câmera, sensor), a perda por metro é alta e muito sensível ao processo de terminação; em 100 mm ela é aceitável, mas cresce rápido se o trecho aumenta.

A leitura correta não é "menor perda sempre vence". Um RG214 reduz perda, mas pode ser rígido demais para uma caixa compacta. Um RG174 pode caber melhor, mas ficar caro em margem se a frequência sobe para 2.4 GHz e o comprimento passa de 2 m. Um RG6 pode ser ótimo em 75 ohm, mas não corrige um sistema projetado para 50 ohm.

Como transformar dB por metro em decisão de RFQ

Comece pelo orçamento de perda do sistema. Se o rádio, câmera, módulo GNSS ou instrumento permite 3 dB de perda no caminho, esse número precisa cobrir cabo, conectores, adaptadores e variação de produção. Uma regra conservadora é reservar parte da margem para montagem: por exemplo, se o cabo estimado consome 2.4 dB, deixar apenas 0.6 dB para dois conectores e processo pode ser apertado demais.

Calcule o comprimento elétrico real, não apenas a distância reta no CAD. O cabo passa por curvas, clips, service loop, passagem por painel e strain relief. Em chicotes automotivos, uma rota de 1.2 m no desenho pode virar 1.45 m depois que a equipe adiciona folga de montagem e alívio mecânico.

Depois escolha o teste. Para cabo RF de baixa criticidade, continuidade, curto, inspeção visual e pull check podem ser suficientes em produção, com teste RF no FAI. Para antena, FAKRA, SMA, MMCX, vídeo crítico ou equipamento de medição, defina insertion loss, return loss ou VSWR na faixa de operação. Standing wave ratio explica a relação entre reflexão e casamento de impedância; em fábrica, isso vira limite de VNA, fixture e amostragem.

"Se o desenho pede 2 metros de RG174 a 2.4 GHz, eu paro a cotação e peço o orçamento de perda. O cabo pode montar perfeito e ainda entregar pouca margem de RF." — Hommer Zhao, Founder & CEO, Fiongo

50 ohm vs 75 ohm: a tabela não autoriza substituição

Uma armadilha comum é olhar a tabela e trocar cabo por perda menor sem respeitar impedância. 50 ohm e 75 ohm resolvem arquiteturas diferentes. Em RF ativo, antenas, Wi-Fi, GNSS, FAKRA, SMA, TNC e instrumentação, 50 ohm aparece com frequência porque o sistema foi projetado para essa impedância. Em vídeo, broadcast, distribuição e algumas arquiteturas de recepção, 75 ohm aparece porque a prioridade histórica é diferente.

Misturar impedâncias cria reflexão. A montagem pode passar continuidade e ainda gerar VSWR alto. Se o produto já está em teste final, essa troca pode parecer uma economia pequena e virar horas de investigação no laboratório.

Para interface automotiva, veja montagem de cabos FAKRA e a página de montagem de cabos FAKRA. Para cabos RF mais robustos, compare a página de montagem de cabos RG214. Para compactação extrema, veja montagem de cabos micro-coaxiais.

O que muda quando o cabo vira montagem

O datasheet mede o cabo em condições controladas. A montagem adiciona variáveis. O operador corta a capa, prepara a malha, posiciona o dielétrico, aplica o ferrule, solda ou crimpa o contato central, fecha o corpo do conector, aplica o tubo termorretrátil e embala. Cada etapa pode criar pequena descontinuidade.

Em cabos finos, 0.2 mm de strip length errado pode afetar mais do que trocar marca de cabo. Em cabos grossos, dobra curta atrás do conector pode deformar o dielétrico e mudar a geometria local. Em cabos blindados, a malha precisa manter contato suficiente sem virar uma massa irregular sob o ferrule.

Por isso, o plano de amostra deve incluir fotos macro, medição dimensional, continuidade 100%, curto, pull check e teste RF quando a aplicação pede. A página de ensaios ajuda a separar teste elétrico básico de verificação RF. Se o conjunto precisa de proteção mecânica, combine também com alívio de tração antes de congelar o desenho.

"O cabo no catálogo não tem dobra, ferrule, operador nem termorretrátil. A montagem real tem tudo isso. Por isso eu aprovo tabela de perda com amostra medida, não com promessa de material." — Hommer Zhao, Founder & CEO, Fiongo

Evolve: substitua "usar cabo low-loss" por critério mensurável

A parte mais fraca de muitas RFQs é a frase "usar cabo low-loss". Ela parece técnica, mas não diz qual perda é aceitável, em que frequência, em qual comprimento ou com quais conectores. Dois fornecedores podem responder com duas famílias diferentes e ambos acharem que atenderam.

Substitua por uma instrução verificável: "Montagem coaxial 50 ohm, conector SMA macho para MMCX macho angular, comprimento 1.500 mm entre faces traseiras, operação 1.575 GHz, insertion loss máxima aprovada no conjunto de 2.0 dB, VSWR conforme limite de engenharia, continuidade e curto 100%, FAI com 5 peças medidas em VNA, critério visual IPC-A-620 e fio/material conforme UL-758 quando aplicável."

Agora a compra compara desempenho, não adjetivos. O fornecedor também consegue avisar cedo se RG174 não tem margem, se RG316 cabe melhor, se RG214 fica grande demais ou se um cabo low-loss específico precisa de conector diferente.

FAQ

Q: Como usar uma tabela de perda de cabo coaxial em RFQ?

Use a tabela para estimar perda pelo tipo de cabo, frequência e comprimento, depois confirme no datasheet. Em RFQ, informe impedância de 50 ohm ou 75 ohm, frequência de operação, comprimento medido, limite de insertion loss em dB e se o FAI deve medir pelo menos 5 peças com VNA.

Q: RG174 serve para 2.4 GHz?

RG174 pode servir em 2.4 GHz quando o trecho é curto e o orçamento de perda permite, mas seu datasheet típico cobre até ~1 GHz (32 dB/100 ft, ou ~1,05 dB/m); acima disso a perda cresce rápido. Para 2 m ou mais a 2.4 GHz, valide alternativa de menor perda como RG58, RG214 ou um cabo low-loss específico (RG316 é mais fino mas não tem perda menor que RG174).

Q: Qual cabo coaxial tem menor perda?

Entre famílias comuns, cabos maiores como RG214, RG6 e RG11 tendem a ter menor perda por metro do que RG174 ou micro-coax. A escolha depende de impedância: RG214 é 50 ohm, RG6/RG11 são 75 ohm em uso comum. Não troque 50 por 75 ohm sem aprovação de engenharia.

Q: Continuidade 100% mede perda coaxial?

Não. Continuidade 100% confirma caminho DC e ausência de curto evidente, mas não mede insertion loss, return loss ou VSWR. Para antena, vídeo, FAKRA, SMA, MMCX ou micro-coax em GHz, inclua teste RF no FAI e defina a faixa de frequência real, como 0.8 a 3.0 GHz.

Q: Quais normas citar em montagem coaxial?

Use IPC-A-620 para aceitação visual e de processo, UL-758 para fios AWM e materiais quando aplicável, IEC 61196 como referência para cabos coaxiais e IATF 16949:2016 quando o programa automotivo exige rastreabilidade. A norma deve virar critério de desenho, teste ou registro.

Q: Quando escolher RG214 em vez de RG58?

Escolha RG214 quando o projeto 50 ohm exige menor perda, dupla blindagem, robustez mecânica ou ambiente mais severo. Ele pode reduzir perda para trechos médios, mas aumenta diâmetro, peso, raio de dobra e tempo de montagem. Para painel compacto, RG58 ou RG316 pode ser mais prático.

Precisa fechar perda RF antes da amostra?

Se o seu projeto precisa de montagem de cabos coaxiais, montagem de cabos RG214, montagem de cabos micro-coaxiais ou cabos RF customizados, envie frequência, comprimento, conectores, limite de perda e volume pela página de contato. A Fiongo pode revisar a tabela de perda, o desenho e o plano de teste antes que a amostra vire retrabalho de lote.

Hommer Zhao

Hommer Zhao

Fundador e CEO

Com mais de 20 anos de experiência na indústria de chicotes elétricos e montagem de cabos, Hommer lidera a Fiongo desde sua fundação em 2003, garantindo qualidade e inovação em cada projeto.

Para mais informações sobre normas do setor, consulte ISO 9001 e gestão da qualidade.

Conectar no LinkedIn →

Pronto para Iniciar Seu Projeto?

Solicite uma cotação sem compromisso. Oferecemos prototipagem em 24h, sem pedido mínimo e certificações ISO 9001, IATF 16949 e UL.

Solicitar Cotação Gratuita